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Novas celebridades
24.03.2017
Novas celebridades

Uma das principais estratégias usadas pelas empresas e marcas para influenciar o consumo ou a opinião é utilizar famosos ou formadores de opinião. Eles têm o poder de “transferir” o valor social da sua imagem para determinado produto.

 

1. Quem são os novos influenciadores?

A novidade é quem são essas celebridades. Estão nas novela? Cantam? Jogam em que time? Elas não estão em nenhum desses lugares. Falamos dos youtubers, ídolos digitais ou influenciadores digitais. Ganharam fama por meio do YouTube, a exemplo de Whindersson Nunes, Felipe Neto, Julio Cocielo, Thassia Naves, Kéfera, entre outros. E não são poucas pessoas que os seguem. São milhões. Essa realidade não é brasileira, ocorre no mundo todo. Um dos maiores do planeta, PewDiePie, possui 52,4 milhões de pessoas inscritas no seu canal.

 

2. Por que essas pessoas ganham tanta relevância? E conseguem mesmo influenciar?

Algumas lojas afirmam que seus estoques chegam a zero quando uma celebridade divulga seu produto. Em 2016, uma pesquisa feita pela Rakuten Marketing Internacional, no Reino Unido, revelou que 30% dos pais gastariam mais em produtos para os filhos se fossem indicados por influenciadores digitais.

 

3. Influenciador digital é uma profissão?

A máxima é: se consigo influenciar, virei um negócio. Os cachês chegam a ser maiores, em alguns casos, que os das antigas celebridades. Nasceram agências que só cuidam da imagem dessas webcelebridades; foram abertas vagas para profissionais que trabalham os produtos oferecidos por elas e, claro, apareceram cursos para ensinar a como virar webcelebridade. Criou-se um novo mercado.

 

4. Como escolher o influenciador certo para meu negócio?

Todos possuem sucesso? Nem sempre. Alguns pontos são importantes para avaliar a contratação de uma webcelebridade para divulgar sua marca. O que se quer? Exposição da marca? Vender mais produtos? Qual público atinge? Vale a pena associar a imagem à marca? É a tal audiência qualificada. Precisamos ser mais assertivos nos diálogos e o digital proporciona isso. Mas, algo que não pode deixar de ficar claro – pelas empresas éticas -, é que a marca paga por aquela opinião. A transparência é questão primordial.



Esse fenômeno é uma bolha? Como pode ser dado tanto poder a alguém que faz vídeos em casa? Essas perguntas merecem novos artigos que busquem avaliar fenômenos sociais e culturais. A conclusão, por enquanto, é que o mercado ganha novos formatos para divulgar produtos e relacionar-se com clientes. Tudo está mais rápido, exigindo transformações empresariais de forma exponencial. E isso não tem volta.

 

Rosário de Pompéia, mestre em comunicação, diretora de operações da Le Fil.

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