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O fim do oba oba nos negócios
16.02.2017
O fim do oba oba nos negócios

 

Em toda crise, surge uma oportunidade, todo mundo diz isso.  E, nessa crise econômica- política, destaco a oportunidade que os dados online, transformados em inteligência competitiva, assumiram na construção de estratégias de negócios. Isso não é novo. Em 2010,  a Universidade do Texas lançou um estudo comprovando que aumento de vendas a partir do uso de dados na corporação.

O desafio passa por algumas etapas, como por exemplo: fontes de informações, ferramentas, organização dos dados e capacidade analítica. A tecnologia já mostrou que ela dá conta das ferramentas e ampliou o número de fontes de captura de dados com as redes sociais. Por sua vez, os brasileiros ajudam mais ainda porque é um povo que aderiu bem as conversas no ambiente digital e, especialmente, no Recife, podemos dizer que temos, diariamente, cases e cases para analisar em todas as esferas. Então, assunto não falta. Agora, é a sua capacidade humana quem define os indicadores e a capacidade analítica de cruzar dados relacionando com os aspectos políticos, econômicos, sociais e cultural. 

O que não se pode mais ou não existe espaço dentro das corporações é tomar decisões a partir de achismo ou sem análises que possam indicar caminhos mais seguros, minimizando risco, porque eles sempre vão existir. Não se pode mais dizer que não se tem como medir retornos ou o único indicador é o número de pessoas atingidas. Você pode até construir medições próprias e mensurar todo passo a passo. E, nem se pode dizer, que não sabia que as pessoas achavam isso ou aquilo do seu produto ou da sua marca. Você tem esse retorno em tempo real, cabe a você decidir se escuta ou não aquelas pessoas que estão comentando. Em resumo, acabou a era também de dizer que “não sabia”. As fendas dos olhos não existem em nenhum ambiente.   

Esse ambiente também trouxe alguns desesperos: contratamos tantas ferramentas, com volumes de dados enormes, indicadores fantásticos, mas não temos a capacidade de extrair inteligência daquilo. Para completar, achamos que “falar” sempre é mais importante que “escutar”, então, investimos pesado em campanhas, fizemos um checklist de atuar em todas as mídias sociais, entrar no dia seguinte com produção de News porque só se fala em inboud marketing, fizemos um novo layout para o site, mas esquecemos de fazer o SEO. E, pior, esquecemos que tudo isso traz mais fontes de dados e que precisam ser também orientados a partir das informações produzidas. É a vez do Data Driven Marketing.

 

Rosário de Pompéia, mestre em comunicação, diretora de operações da Le Fil

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