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18.03.2013
Empresas devem fortalecer valores e buscar identidade digital para se relacionar com público nas redes sociais

Nunca consumidor e empresas tiveram uma oportunidade tão concreta de conversarem, de se aproximarem e até de trocarem ideias, como a existente hoje em dia. Mais ainda, o diálogo nas mídias sociais possibilita às corporações receberem informações valiosas que contribuem para aprimorar seu produto, indicar as diversas tendências de diferentes regiões e segmentos, agregando o chamado valor estratégico. Nos últimos anos, em busca de um lugar nas redes sociais, muitas empresas, em maior ou menor grau, penetraram no universo online. Isso também ocorreu com as empresas no Nordeste.

A partir de hoje, você, leitor, pode acompanhar matérias especiais que produzimos com o objetivo de mostrarmos o como as empresas no Nordeste estão aproveitando as redes sociais a seu favor e o que muitos executivos pensam sobre este assunto.

Iremos conhecer o caso da Nagem e da Tintas Iquine que  souberam transformar toda essa conversa em informações estratégicas e obter retorno para a empresa, além do valor agregado à marca. A Coca-Cola e a Kraft Foods também irão abordar como estabelecer uma conexão com o local nas redes sociais em diversas marcas e a importância da regionalização nesse contexto global. Ainda traremos informações sobre como transformar informação em conhecimento com estudiosos e consultores do mercado.

Antes de mais nada, para apostar em redes sociais  é preciso ficar atento para que a criação desse novo canal de comunicação não siga a antiga lógica da difusão massiva de informações (Broadcast), e, em vez disso, ganhe lugar a utilização de serviços adequados para obter os melhores resultados nos negócios.

Recentemente, o instituto de pesquisa Forrester publicou o relatório “Acelerando Sua Maturidade Social: Como passar de experimentação social à transformação em negócios”, que demonstra que as grandes organizações tendem a passar por diversas etapas para adotar as tecnologias sociais para os negócios.

Segundo o relatório da Forrester, a fase ideal é aquela na qual as empresas cheguem à etapa da inovação, em que todos os funcionários são treinados e capacitados para explorar as potencialidades das mídias sociais. Dessa forma, as empresas estariam aptas a identificá-las como espaços de colaboração e inovação, e não apenas uma ferramenta.

A diretora de operações da Le Fil, assessoria em Mídias Sociais, uma das pioneiras no Nordeste em monitoramento e planejamento em social networks , Rosário de Pompéia, lembra às empresas que “as pessoas já estão nas redes sociais falando de tudo e de todos! O crescimento de audiência dessas redes só cresce no mundo, e o Brasil é um dos países com usuários mais engajados. É impensável que uma empresa que deseja estar próximo de seu público não esteja inserida nesses canais. No primeiro momento a empresa precisa ter o cuidado em estruturar a personalidade digital da marca nas redes sociais, adequando o perfil aos princípios, história, identidade e personalidade construída ao longo dos anos”, aconselha.

Crédito: Divulgação / Martha Gabriel

Crédito: Divulgação
A professora da Escola Superior de Marketing (ESPM) e diretora de tecnologia da New Media Developers, Martha Gabriel, chama atenção quanto à necessidade das corporações já atuantes nas redes sociais estarem sempre atentas às novas tecnologias que possam potencializar as estratégias de interação. “Paradoxalmente, quanto mais tecnologias entram em nossas vidas mais humanos nos tornamos. A proximidade causada pelas tecnologias de conexão e interação adensa, amplia e acelera as redes sociais, que, por sua vez, tornam-se mais complexas e irreversíveis. As empresas que não compreendem isso e não se capacitam para atuar nesse novo contexto estão fadadas a desaparecer”.

 

Algumas empresas optaram por estruturar sua atuação nas redes sociais obedecendo a novos parâmetros de comunicação. O professor de Estratégia e Comunicação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor de Inteligência de Mercado do Terra Networks, Marcelo Coutinho, define esse novo momento como o SocialCast, uma comunicação interativa, que permite às pessoas passar sua mensagem, a qualquer momento, sem precisar dos tradicionais canais de comunicação, proporcionando uma “igualdade na capacidade de propagar ideias”.

 

Essa lógica já é compreendida por alguns executivos como a gerente de marketing regional da Natura, Mariana Amazonas. “Hoje evoluímos para a era do relacionamento e da transparência radical. As redes sociais propiciam elementos fundamentais para esse momento, como a possibilidade da co-criação e da proximidade virtual. Temos mais tecnologias do que jamais se pensou em toda nossa história, mas também aprendemos a torná-la parte da nossa experiência humana, como um meio para aproximação, e não um fim em si mesma”.

                                                                   Crédito: Divulgação / Armando Moretti

Outro importante desafio para as empresas se dá na construção de metodologias com as quais se possa mensurar o retorno, o sentimento de cada consumidor, a partir do diálogo.Para o gerente inteligência marketing da Schincariol, Armando Moretti, é uma oportunidade de busca de insights que possam orientar o entendimento dos hábitos do consumidor. “Estar próximo do consumidor, conhecer suas necessidades e opinião em relação aos nossos produtos é fundamental para a evolução das nossas marcas e na elaboração e execução de novos projetos. As redes sociais permitem esta proximidade e uma relação direta e colaborativa com o público final. Ouvir nosso público nos direciona para qual caminho devemos seguir”.

 

De acordo com sua superintendente do Shopping Recife, Danielle Viana, “as redes sociais permitem estabelecer uma via de mão dupla na comunicação, na qual a empresa consegue falar e, muito mais importante, escutar seu cliente com agilidade e qualidade da informação. O mercado de shopping, por exemplo, é muito dinâmico e está sempre em movimento, o que potencializa ainda mais a relevância de cultivar uma comunicação aberta com o consumidor”.

Logo, as mídias sociais trazem inúmeras possibilidades e desafios na busca pelas empresas de aproximação de seus clientes. E cabe a cada empresa buscar sua identidade e objetivos nestes canais sempre de forma estruturada e planejada.

                                                                                                                                         

Saiba mais:

BROADCAST

Palavra de origem inglesa cujo significado remete à radiodifusão. Tem como principal característica a unidirecionalidade da mensagem, ou seja, o fato de a mensagem partir de um único ponto visando a atingir o maior número de pessoas (audiência) sem possibilidade de retorno (feedback). É o termo utilizado em rádio e televisão analógica. É o modelo consolidado ao longo do século XX na indústria da comunicação voltada principalmente ao entretenimento e ao jornalismo.

 

SOCIALCAST

É um conceito relativamente recente. Faz referência à possibilidade de uma comunicação bidirecional por meio da qual emissor e receptor podem dialogar. Diferentemente do que ocorre no broadcast – em que se consideram apenas uma linguagem, uma mensagem e múltiplos meios –, no socialcast, devemos considerar múltiplas linguagens, uma mensagem e múltiplos meios. É o que ocorre, por exemplo, nas redes sociais, um ambiente propício à troca de informações em tempo real. O termo está intimamente ligado ao surgimento de novas tecnologias de comunicação.

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