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09.06.2016
Artigo: No ambiente digital, a campanha para 2016 iniciou
Por Rosário de Pompéia*
 
Neste momento, os pretendentes as prefeituras e as vagas das Câmaras de Vereadores espalhadas por todo o País já iniciam a estruturação de suas campanhas políticas. Será uma campanha mais curta e, provavelmente, com recursos mais escassos.  Tudo precisará ser mais assertivo. Principalmente, porque as eleições municipais tem uma característica peculiar porque os problemas estão mais próximos dos cidadãos.  Ele sente o trânsito, as calçadas, as praças, as escolas, a creche, a UPA, os buracos. São os grupos no Facebook e os aplicativos renomados, como o Colab,  que agrupam pessoas em seu hábito já cotidiano de discutir as dificuldades encontradas em sua cidade gerando inúmeras postagens, menções e imagens nas mais diversas ferramentas de redes sociais. 
 
Dessa forma, os futuros candidatos enfrentarão uma combinação de mais gente na internet com pouca paciência para conteúdos políticos sem consistência e com maior capacidade crítica e de produção de informação.  Cada um é uma mídia com poder de influenciar sua rede de amizade.  Aliado a tudo isso, não devemos esquecer da indexação de links no Google, onde, em poucos cliques, trechos da história de qualquer candidato pode ser conhecido e compartilhado na rede. E, portanto, qualquer fuga de suas raízes poderá ser interpretada como uma evolução natural do candidato ou como uma farsa.
 
Diante desse cenário, o que vai definir seu sucesso é a estratégia adequada ao seu público eleitor. A capacidade de transformar as informações disponibilizadas pelos eleitores em insights. É a construção de um discurso segmentado por interesses, localidade, classe social. A segmentação de discurso já elegeu Obama e sua famosa e exitosa campanha eleitoral, que transformou os rumos de como fazer política no ambiente digital. E, na atual campanha eleitoral americana, ela permanece.  Tudo isso é a base para o nosso objetivo final que é construir relacionamento, que exige, além de estratégia, tempo para diálogos que resultem em confiança, fidelização, lealdade, voto. E, isso, não será possível fazer bem feito em apenas 45 dias.
 
*Rosário de Pompéia é jornalista e Diretora da Le Fil Consultoria Digital, mestre em comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco e com especialização em Ciência Política.
 
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